Lugares-Ilha

futebol_ em_chaves   A partir do dia 20 de setembro, a Kamara Kó Galeria exibe “Lugares-Ilha”, de Cláudia Leão.

A exposição traz para o espaço da galeria o recorte de Atlas, paisagens e pele: fluxos de viagens na Amazônia Insular, uma densa pesquisa realizada pela artista nos últimos dois anos durante viagens contornando a margem do Rio Amazonas e que recebeu o XIV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia.

O trabalho de Cláudia evoca a relação de personagens da região amazônica com o movimento de resistência da cultura a partir de tessituras da pele, corpo, ambiente e paisagens. Foram muitas viagens na companhia de Paulo Meira, e Luana Peixoto e Dimitria Leão pela região do arquipélago do Marajó e Rio Xingu até a Volta Grande, a 50 km da construção da Hidrelétrica de Belo Monte, para trazer a tona a discussão sobre o desapossamento cultural diante da ocupação de grandes projetos na região.

Na edição feita para setembro, a artista leva parte do resultado deste estudo exibido em fotografias, vídeos, instalações e estampas. “É um pequeno recorte da pesquisa que vem sendo realizada desde 2013 a 2015 sobre a relações entre paisagem, corpo e ambiente entre os rios Amazonas, região do arquipélago do Marajó e rio Xingu”, afirma Cláudia.

De acordo com Marisa Mokarzel, curadora da exposição premiada, o trabalho de Cláudia procura estabelecer uma trama sobre a relação do homem amazônico com a natureza. “A intenção de integrar-se e de imergir-se na paisagem que contém a si mesma e os outros, faz com que o individual e o coletivo se imbriquem conduzindo a uma compreensão mais ampla do mundo”, afirma Marisa, em seu texto de apresentação.

 

 

Sobre Cláudia Leão

Cláudia Leão nasceu em 1967 e vive em Belém (PA). Pesquisadora e artista visual, é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Tem experiência na área de artes, com ênfase em fotografia nos temas: ontogênese da imagem, memória, esquecimento, saudade, esquizofrenia e artes visuais. Principais publicações: Visões e alumbramentos – fotografia contemporânea Coleção Joaquim Paiva, Brasil Connects; Mapas abiertos: fotografía latinoamericana, 1991-2002; Fotografia no Brasil: um olhar das origens ao contemporâneo; Já: emergências contemporâneas. Como artista, participou do Rumos da Nova Arte Brasileira – Entre o mundo e o sujeito – Rumos Artes Visuais; Visões e alumbramentos, Coleção Joaquim Paiva; Mostra Paralela – 25ª Bienal de São Paulo; Amazônia, a arte e Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

 

Serviço: A exposição “Da margem que passa” será aberta no dia 19 de setembro, das 11h às 16h, na Kamara Kó Galeria, situada na Travessa Frutuoso Guimarães, 611, entre as ruas General Gurjão e Riachuelo. No dia seguinte, 20, poderá ser visitada das 10h às 18h como parte da programação do Circular Campina-Cidade Velha. De 20 a 14 de outubro, o público poderá conferi-la das terças às sextas, das 15 às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h. A entrada é gratuita e as obras serão todas comercializadas pela galeria.

Share On Facebook
Share On Twitter
Share On Google Plus
Share On Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *