Curador do MAM-SP destaca riqueza das obras de artistas visuais de Belém

Em visita a Belém para conhecer parte da cena artística da cidade numa pesquisa pelo Panorama da Arte Brasileira do MAM-SP, o curador Cauê Alves, do Clube de Colecionadores de Gravura do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), visitou no mês de abril alguns espaços dedicados à exposição, divulgação e comercialização de obras de artes visuais como a Kamara Kó Galeria.

Entre os artistas que têm obras agenciadas pela galeria, Cauê conhece os trabalhos de Alberto Bitar e Mariano Klautau, que possuem obras no MAM-SP; de Alexandre Sequeira, por meio de exposição em São Paulo; e Guy Veloso, em visita à Bienal de Arte de SP de 2010, da qual o fotógrafo participou com a obra “Sem título”, 2010, da série “Penitentes”.“Também conheci o Miguel (Chikaoka) aqui em São Paulo na ocasião da exposição dele, ‘H2Olhos’, quando fiz a curadoria de ‘Quase Líquido’, que foram exposições simultâneas no Itaú Cultural. Conheci o Ionaldo (Rodrigues) no FotoAtiva, mas só vi seu trabalho na Kamara Kó”, conta.

Para o curador, foi uma relevante iniciativa a criação da Kamara Kó Galeria. O próximo passo é estabelecer um mercado de arte em Belém. “Gostei muito do que vi. Adorei, mas é fundamental que a Galeria ganhe mais visibilidade. Acho fundamental a criação de um mercado local para a fotografia, assim como acho importante que este seja um espaço de exibição e circulação da arte brasileira. É um caminho difícil criar um público comprador para arte, mas isso irá ajudar na profissionalização do meio”, comenta.

Na opinião de Cauê Alves, Belém é um polo produtor de fotografia no Brasil e no mundo. “Para entender a fotografia contemporânea, é fundamental conhecer o que se passa nessa cidade e na Kamara Kó”, assinala. O curador ressalta que para o negócio arte se consolidar é preciso desenvolver um trabalho de formiguinha, a longo prazo. “Para isso, acho importante estabelecer convênios e parcerias com outras galerias fora de Belém para prover uma circulação de trabalhos de arte dos artistas de Belém para fora e vice-versa. Em geral, acontecem em galerias bate-papos com artistas, alguns seminários e uma circulação enorme e veloz da produção artística”, relata.

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