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A artista visual Danielle Fonseca lança seu novo filme “Posseidon é cabra, abelha e o movimento dos barcos”, o trabalho é resultado do Prêmio de Produção e Difusão Artística 2016 da Fundação Cultural do Pará. A ideia inicial era a de pesquisar a natureza de seres flutuantes, seres que segundo a artista “possuem a água, o voo, o deslize como verdade, como os mergulhadores, nadadores, e outros”, mas durante o processo (eis as hipóteses), o trabalho acabou rumando para algumas leituras dramatúrgicas que serviram para ampliar a questão do que seria afinal essa flutuação. Danielle buscou então a filosofia do teatro do absurdo e um pouco da literatura surrealista para compor o roteiro do vídeo, que começa com o mito de Posseidon, só que à maneira da composição de Péricles Cavalcanti, que participa do vídeo através de uma conversa gravada e enviada por um aplicativo de celular (whatssapp) à Danielle, no segundo ato, A Cabra, neste caso, a cabra do mar ou capricórnio, signo da artista e símbolo forte de seres que flutuam da água até a montanha. Nesta cena há um poema de Danielle lido pelo cantor e compositor Jards Macalé, “esta égua que pasta a geografia, velho amigo, é uma cabra”.

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O vídeo foi dividido em quatro atos, uma nítida homenagem ao teatro, no terceiro ato, a abelha reina, sim a abelha rainha Maria Bethânia estampada na camiseta de um surfista, Fabricio Lima, que desliza lindamente nas ondas da Ilha do Mosqueiro com a cantora gravada no peito, essa cena por mais absurdo que pareça surgiu de um livro de Paul Valery diz a artista, “quem é que reina então entre as abelhas?”, e a letra “Mel” de Waly Salomão não me saiu mais da cabeça. O último ato desde o nome faz alusão à composição de Jards Macalé e Capinam “Movimento dos Barcos” escrita em 1972 e que vem acompanhada com uma fala de Karoline Meyer campeã mundial de mergulho de apneia, “esta música não podia ficar de fora”, para Danielle esta letra ilustra não somente a cena silenciosa do filme, gravada a 100 metros no fundo do mar, cena cedida por Karoline, mas esta música é todo esse ano surreal de 2016, como diria o teatro do absurdo “a vida não carrega necessariamente um só significado”. A pesquisa terá ainda textos da historiadora Bárbara Palha e do curador de arte Raphael Fonseca e estarão numa publicação que deve ser lançada em janeiro. O filme inicia sua exibição na Casa das Artes dia 13 e no dia 15 de dezembro estreia no Museu Casa das Onze Janelas onde fica em exibição até o dia 29 de janeiro.

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Serviço:
POSSEIDON É CABRA, ABELHA E O MOVIMENTO DOS BARCOS

Dia 15 de Dezembro de 2016 às 19h

Local: Museu Casa das Onze Janelas

Categorias: Notícias

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