A Kamara Kó Galeria surge em Belém do Pará, em 2011, e encontra-se afinada com o eixo conceitual que norteia a agencia fotográfica homônima, criada em 1991. A escolha de denominação Kamara Kó não foi aleatória. De origem tupi, o nome significa “amigos verdadeiros”. A intenção de compartilhar ideias, afetos, processos educacionais e projetos está no cerne de uma agência que colabora de forma significativa com a produção fotográfica da Região Norte e sua difusão.

A Kamara Kó Galeria tem o mesmo respeito e compromisso com essa produção, por isso tornou-se um espaço expositivo voltado para difundir a fotografia contemporânea, promovendo a interlocução e instituindo relações de convivência entre fotógrafos, colecionadores, críticos e aqueles interessados nos processo fotográfico. A galeria visa não apenas o mercado, a comercialização da obra, mas se propõe também provocar uma troca de conhecimento e refletir sobre o movimento da fotografia que se faz em diferentes direções, atravessando linguagens e dispondo-se a conectar e dialogar com outras áreas do conhecimento.

A fotografia paraense fez e faz história, no sentido de que ganhou reconhecimento nacional desde os anos 1980. O envolvimento de Belém com a fotografia data do século XIX, quando vários fotógrafos estrangeiros chegaram à Amazônia atraídos pelo período da borracha. Entre eles aquele que logo se tornou referência no campo fotográfico: Augusto Fidanza. Mas é na segunda metade do século XX na década de 1980, que começa a se formar um olhar diferenciado, criador de imagens que vão repercutir além das fronteiras locais, apresentando traços que constituem uma estética própria, uma forma pessoal de época, construindo uma forma prática e teórica de refletir sobre o processo fotográfico, encontram-se os que participam da Kamara Kó Galeria.

Na verdade, o grupo de fotógrafos que integra a galeria é proveniente de várias gerações, que seguem caminhos diversos pautados por afinidades e diferenças. Enquanto uns seguem trilhas mais coletivas de cunhos social e político, outros caminham pelo universo mais pessoas, de caráter subjetivo. As abordagens vão do urbano às paisagens, nas quais é possível o convívio com o mesmo. A contemporaneidade materializa-se em propostas que se estendem e cruzam outros domínios das artes visuais ou outras áreas que abarcam o campo social, o antropológico e filosófico. A permeabilidade de linguagens e a excelência da qualidade dos trabalhos são critérios que norteiam a Kamara Kó Galeria e a orientam no sentido de promover a interação e difusão da produção de 17 fotógrafos que representa.

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